À Janinne Medeiros
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
(Antoine de Saint-Exupéry)
É noite. Estou sentada na sala de aula, onde deveria, teoricamente, estar prestando atenção naquela disciplina que trata de alguns tópicos de gramática, mais precisamente no âmbito da sintaxe. Eis o contexto de produção desse escrito. No fundo, quando optei pelo curso de Letras, ao prestar vestibular, sabia que o manuseio com a linguagem me permitiria ler um mundo sob um prisma, onde as respostas às minhas inúmeras perguntas seriam múltiplas.
No entanto, para minha surpresa, ao trilhar esse caminho, encontrei pessoas que me estimularam a mostrar minha melhor face, meu melhor ângulo, mesmo sendo um ethos construído paradoxalmente: ora pueril, extremamente sorridente; ora frágil, transbordando sensibilidade. Sou mesmo alguém multifacetada.
Mas o que eu, realmente, não havia percebido ainda, era quão inocente e desprovido de julgamentos era o meu ponto de vista. Não sei dizer em que período da minha vida essa estranha credulidade tornou-se capacidade, porém, descobri a duras penas, que isso não é uma qualidade. Pois, naquele momento, por acreditar nas palavras de um certo alguém, feridas se abriam, e até hoje estão por cicatrizar.
Só tive a dimensão disso quando o seio maternal daquela criatura tão intensa me embalou os pesadelos e, com o doce som de uma cantiga de ninar, me conduziu pela mão até o espelho,mostrando-me aquilo que, nem no meu íntimo, eu tinha consciência que existia. Ela cuidou dos meus machucados; me protegeu; me defendeu daqueles que insistem em maltratar q quem tanto os quer bem.
'A vida é feita de descobertas'. Isso é tão óbvio que já se tornou clichê. Mesmo com toda a carga de redundância, eu acrescentaria algumas palavras a essa sentença: 'a vida é a constante (re)descoberta de nós mesmos'. Não quero dizer que, depois de me ter (re)visitado eu tenha mudado, mas, sim, que agora eu conheço um pouquinho mais daquela 'Louize' que estava escondidinha lá no fundo do armário. Decerto, posso afirmar que me conheço mais um pouco hoje devido à ajuda dela. Aqui se encerram seus merecidos créditos.

A tendência dessa Louize é crescer cada vez mais.
ResponderExcluirVocê ainda vai mais longe do que possa supor! Saiba que te admiro muito,minha amiga,não só como a menina divertida,mas também como uma excelente colega de sala,uma profissional exemplar,e acima de tudo,pela humildade que transborda em seu coração.
Abração!
votz...
ResponderExcluirFelipe Barros