domingo, 23 de agosto de 2009

AUTO-RETRATO

Em uma de suas crônicas, a Martha Medeiros diz que "a gente é o que a gente gosta". Em seguida, ela diz que "a gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam". E, mais adiante, ela sugere: "Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar o que a gente é: você daí e eu daqui". Atendendo à sugestão dela, aqui estou eu:

Das estações eu sou o verão. Certamente, aqueles que me conhecem concordariam e metaforizariam a luminosidade dos raios solares com os sorrisos que distribuo, muitas vezes, sem olhar a quem. Mas certos momentos exigem que eu seja outono, declinando, como fazem as folhas secas. Cá pra nós, minha fase "outonal" me é tão pessoal, que algumas pessoas acreditam, cegamente, que eu sou a própria "felicidade".

Sou a música suave que soa ao tocar a brisa nas árvores. E também aquela que incita meu corpo a se mexer involuntariamente. Sou Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes. Sou Djavan, Chico Buarque, Caetano Veloso. Sou MPB.

Sou, inteiramente, literatura: de Machado de Assis a Mario de Andrade. De Álvares de Azevedo a Carlos Drummond. Sou Exupéry. Sou Pablo Neruda. Sou Gabriel García Márquez. Delas, sou Cecília Meireles, Clarice Lispector, Jane Austen e, principalmente, Florbela Espanca.

Sou fome e sede incessantes.

Sou rímel e blush. Sou unhas roídas. Sou jeans e chinelo. Sou ondas, cachos. Sou naturalidade. Sou desorganização. Sou globalização: correria, celular, computador e internet. Sou fibra óptica, percorrendo os caminhos que fiz, faço e farei.
Sou as flores que colhi. Pra Francieli eu sou "uma moça exposta aos perigos". Renan diz que eu sou "morena da cor do pecado". Rosa me chama de "maga véia", mas eu acho mesmo que sou "Magali". Eu não sou "perigosa", certo, Taynã? Júlio fala que sou "graciosa". Nas palavras de Reika eu posso ser "alguém que a dor não corrompeu", mas também, a "personificação da doçura". Pra Déa já fui "furona". Pra Ele serei sempre "Lolô".


Sou puro sentimentalismo, quase melodrama. Sou perdas e ganhos. Sou o desejo de reaver o que foi perdido. Sou menina, adolescente, mulher. Sou toda confluências.

2 comentários:

  1. Renan Calheiros Franco23 de agosto de 2009 às 16:33

    Louize, fico honrado por ser o primeiro a comentar seu blog!
    -Você é uma pessoa maravilhosa, tem um futuro brilhamte pela frente,feliz por ver você feliz, fazendo o que gosta!
    - Para mim você sempre será a "morena da cor do pecado".
    -Te adoro muito, mas do que tu imagina, vá em frente Lolô, um dia iremos ouvir falar de você, mais do que hoje, e serão coisas maravilhosas!...

    Saudades.


    Renan Calheiros Franco 23/08/2009

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  2. Menina, eu não sabia de nada. Tô igual ao presidente da república.

    Lindo, Lolô!

    Vc é isso mesmo: confluências!
    Amo você.

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